26.8.15

grande serpente, avoe


junte seus dragões anacrônicos |
escamas, asas e garras na mesma figura

se Boitatá, defenda as matas
se Bernunça, renove o povo

| avoe e avise deus

Animal fabuloso que se representa com cauda de serpente, garras e asas.

2. Pequeno réptil sáurio inofensivo.

3. Antiga peça de artilharia.

4. Soldado de cavalaria que também combate a .

5. [Figurado]  Pessoa de mau .gênio.

6. Mulher muito alta.

7. Constelação boreal. (Com inicial maiúscula.)

8. [Veterinária]  Catarata.

9. [Heráldica]  Emblema ou insígnia em forma de dragão.

"dragões", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/drag%C3%B5es [consultado em 26-08-2015].


substantivo masculino
1. Animal fabuloso que se representa com cauda de serpente, garras e asas.

2. Pequeno réptil sáurio inofensivo.

3. Antiga peça de artilharia.

4. Soldado de cavalaria que também combate a .

5. [Figurado]  Pessoa de mau .gênio.

6. Mulher muito alta.

7. Constelação boreal. (Com inicial maiúscula.)

8. [Veterinária]  Catarata.

9. [Heráldica]  Emblema ou insígnia em forma de dragão.

"dragões", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/drag%C3%B5es [consultado em 26-08-2015].

substantivo masculino
1. Animal fabuloso que se representa com cauda de serpente, garras e asas.

2. Pequeno réptil sáurio inofensivo.

3. Antiga peça de artilharia.

4. Soldado de cavalaria que também combate a .

5. [Figurado]  Pessoa de mau .gênio.

6. Mulher muito alta.

7. Constelação boreal. (Com inicial maiúscula.)

8. [Veterinária]  Catarata.

9. [Heráldica]  Emblema ou insígnia em forma de dragão.

"dragões", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/drag%C3%B5es [consultado em 26-08-2015].
Animal fabuloso que se representa com cauda de serpente, garras e asas.

2. Pequeno réptil sáurio inofensivo.

3. Antiga peça de artilharia.

4. Soldado de cavalaria que também combate a .

5. [Figurado]  Pessoa de mau .gênio.

6. Mulher muito alta.

7. Constelação boreal. (Com inicial maiúscula.)

8. [Veterinária]  Catarata.

9. [Heráldica]  Emblema ou insígnia em forma de dragão.

"dragões", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/drag%C3%B5es [consultado em 26-08-2015].

8.8.15

seu eu tivesse um sonho os gigantolezes teriam me esmagado?

andava eu pelas ruas, descalça, notando o vento, querendo saber dos poemas do mar, do encontro com o som do deus-montanha. encontrei muitas fortunas-s-sentimentais, pauzinhos de amor-liberdade. encontrei na eira um vidrinho pequeni_ninho com uma história dentro. não era escrita, falada, encenada, tele—viosio—nada, nada disso. vinha com ele o inimaginado mundo.  
isso não tem na TELE__VISÃo.
então fui mais alto, olhei lá no fundo. 
do mundo do vidrinho tinham botões amalgamados. 
dos que são misteriosos e pretensos às aptidões de um CéuEstrelado. alguns quatro, outros dois furos. alguns Azuis, todo o resto cor-de-triste. [desde pequena Tenho dúvidas Azuis que me dão dores de cabeça Amarelas]. 

aqui, e fui; pelo caminho da Coralina. tão miudinha, tão corajosa. peguei para mim o vidro-SEDUtor sem entender bem o que tinha de história dentro - daqueles botões – do vidro.

inimaginado-mundo, tão óbvio quanto circular. desmovimentei ideias inimanoelas, inimanoeladas e entendi: apreendemos mais acordados. para quase todo lugar que eu, o vidro ia junto. quase quase adjunto do meu Ser. e os botões de costura lá, tentando me dizer algo. eu tivesse, como se eu tivesse. em um sonho os botões poderiam se tornar gigantolezes e teriam me esmagado. seu eu tivesse um sonho os gigantolezes teriam me esmagado? depende. quanto eles me afetaram? talvez.

demorei um nanotempo, floresci de novo. é também bom folhas secas caírem e voltarem ao ciclo. daí folhas verdes, verdeci. que então tal rasco tinha passado o tempo, falando de um tempo que nem tinha mais. espaço de tempo. é que tem mais: roubei  o vidro que tinha dentro o passado de alguém. ainda assim segui pisando nas barbas do mundo, querendo ver a deusa-gafanhoto e os furaCÕES. mas lá intra tinha ainda o passado de alguém, SEduTOR. sabia pouco se eu apegava aos botões. INDE_CISÃO. mas o que eu faria com aquele passado alheio todo? jogo na prisão ou amarro numa AsaDelta? tranco no porão ou Levo para a floresta?


e com o tempo [não o mesmo] você vê que poeira dançarina no sol é profundeza. e é de graça. o coração vira Corassauro e ARCO- ÍRIS. 
foi assim. entendi. 
era bom que eu mesminha soltasse aquele passVidRo. o passado que não era meu: devolvido. em conjunto, agradecimentos. quanta coisa, quanta! e eu ainda não descobri nada sobre o gigantolez. 

3.8.15

guarani.

hoje me transformo em criança guarani, 
sou ela sujinha, limpinha, cheia de grilos, jiboias e cheia de sonhos.

orelha

a língua lambe subjetividades atrás da orelha:
gosto de substantivos e adjetivos;
e um pouco de silêncio.

cães

carro pesado de polícia
passou cheio de medo - rangendo raiva
cheio de cães de ares condicionados.

velha ela

vi uma velha em si
sainha preta, bengala, cabelo branco.
andava sendo ela.

12.5.15

folhas

as folhas dão os passos que querem
disfarçadas de silêncios elas acontecem coisas quando pousam no chão
precisamos preparar os pés para esta conversa

1.5.15

borboleta.

borboletas são secretas, têm guizo, sabem falar, silenciam na aurora.
na medida que voam guardam o mistério do mundo.
suas asas invertem lógicas, furam a certeza.

31.3.15

alcachofra

que toda ternura perdure
que todo coração se oriente

que toda paz se manifeste
que todo coração desabotoe


21.3.15

nota

_..._ O caos e a destruição também fazem parte do ser. É preciso estar vigilante pra entender a manifestação dessas forças e saber lidar com elas. Negar o lado negativo não é o caminho da sabedoria, mas sim compreendê-lo. Transformar, transcender.

22.1.15

banhado do peito.

por aqui tirando a poeira acumulada e que virou lama no banhado do peito.

                                é gosto de lama e liberdade o que sinto e quero sentir. [é nanã]
                                tudo e nada estão por vir.

é quando a gente aceita e enxerga o grão de areia como semelhança, é quando a gente entende, finalmente, o que é curso.

                                        é largar a barra da saia do mundo e sentir as mãos tocarem sopros, se afetarem por profundezas, beijar a nossa brenha, reconhecer do que realmente somos

e achar que uma hora de tão grande e bonito, imenso e pequeno no mesmo instante,
                                                     vai saltitar do peito e virar fita colorida.
                                                   
                                                     



21.1.15

coração amarelo e água

sementinha eu, vim compreendendo que a vida é caminho torto, amargoso e doce. a gente aprende tanto se esfolando e pegando gosto pelas dúvidas. é um gesto de compaixão do universo: nos dá um coração amarelo cheinho de interrogações.

nelas é que apontam as antenas do vazio e do cheio e também do pela metade. incontável movimento.

ondas que pulam, balançam, entrelaçam. no limite do indizível.
                                         bambeando e perigando,
                                         tombando e aprendendo a firmar bulbo e raiz 
                                         beijando o vento, gozando com ele a sabedoria de águas

20.1.15

miração


meus cabelinhos de graveto me ajudam a cantar para araras: juntou o entardecer com o amanhecer numa coisa só. tudo virou encanto. elas vieram em bando voando ao meu chamado e o céu ficou prateado, lusco-fusco e iluminado. um vento leve acompanhou toda a cena, minha irmã do lado. coelhos, lobos e hienas se juntaram ao bando que se formou na costa do rio. o capim e as árvores respirando ao mesmo tempo com o todo. permaneci cantando pra existir o que senti. sonho de encantaria fica coagente.

14.1.15

folha

sou folhagens, mato seco
minhas rugas formam raízes e são nervuras das folhas
viscosas, verdolentas. substâncias que correm pelos sulcos

                                                                  me lançam forte para terra e para o mar
                                                                  para o vento e para o fogo mais braseiro



             mãe que me alimenta, quero pousar em tuas cordilheiras,
                                                            comer teus frutos na névoa da alvorada

             andar descalça por tuas cachoeiras
                                     descansar matreira, na dança de teus seres noturnos




6.1.15

'guerra dentro da gente'

a lua carregou consigo todos os olhares da noite,
os sorrisos tirou de traz de seus cabelos, as lágrimas ela descobriu em árvores

as aflições e infinitudes dela se fundiram comigo e partiram sem rumo
quase desatinadas, procurando terra boa.

comunguei um self inédito de mundo-liberdade. tive medo_espanto. ego. uma guerra se fez dentro da gente. aterrizei junto ao guerreiro e sua saia.
espada.escudo.lutei.

em toda parte do todo ainda não me caibo. ainda.
a lua foi.
eu fico aqui, me recupero dos socos da noite
procurando terra boa.

17.12.14

[ o l h o s ]

poros, pele, pelos, pentelhos. navego-te, descubro ruazinhas, pontezinhas-cicatrizes. vês que me fazes pensar o caminho inteiro do mundo? vês que meus olhos afundam na tua boca carnuda? os meus nos teus, embrenham-se nas tuas meninas
querendo despir-te para um baquete de almas.

26.11.14

olhar pássaro

teu olhar pássaro me espreita,
                    espreme, expande, derrete


     me verte,
                     líquida.
                                    fluo.



14.11.14

coruja: serzinho-madeira

a luz da minha vida atravessou indefinitudes
e te achou na beira de um rio sem margens
                             no galope de gentis nevoeiros
                                                              no hálito do anoitecer
                         
                                [coruja, líquens, camuflagem-pedra, serzinho-madeira.

                 

3.11.14

águas do mundo

o sol morenou os olhos da sabiá. sinal do tempo pra cantadora cantá. 
sinal das águas do mundo vem.
dentro do pingo da noite a laranjeira respira. 
as estrelas se lambem de alegria. 
vem de dentro.