8.7.17

cambiante

vamos chamar o vento
hoje eu não me movo de mim
vamos ter que chamar o vento
e declarar as águas vivas

e quando - ou se - rodarmos no mesmo eixo,
nos olhos febris da fita
Veremos, fora e dentro como furta-cor agora mesmo a partir
na forma de faunos ou poeira, ou simplesmente nada,
 entre portas enferrujadas de caramujo

Neste ponto, que me parte e rasga feito linha do equador,
feito fronteiras artificiais, feito as injúrias e injustiças
encontro a estreiteza da ilusão – tão mal criada.

e dito isto, eu me curvo em reverência a tudo o que é terra
soprando pelos poros: coração não é de papel

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